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2013
Repetência EscolarEnsino FundamentalAvaliação EducacionalEstudo LongitudinalPareamento Assistido

Efeitos da repetência escolar sobre o desempenho de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental: uma análise longitudinal

BATISTA, Erisson; BONAMINO, Alícia; SOARES, Tufi Machado. Efeitos da repetência escolar sobre o desempenho de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental. In: Anais de Congresso/Periódico [Inferido do texto]. Rio de Janeiro/Juiz de Fora: PUC-Rio/CAEd, [s.d.].

O Que Fazer? (Ação Prática)

"Evitar reprovação como recurso pedagógico. Além dos efeitos de aprendizado observados neste estudo, importante lembrar que reprovações excessivas podem levar ao abandono escolar."

Resumo do Estudo

Estudo observacional que investiga se a repetência escolar gera ganhos reais de proficiência em alunos dos anos iniciais. Utilizando pareamento assistido para comparar repetentes e promovidos, a pesquisa conclui que, embora repetentes pareçam ter melhor desempenho quando comparados aos colegas da mesma série (efeito de maturação/dupla exposição), eles aprendem significativamente menos ao longo do tempo (trajetória longitudinal) em comparação aos promovidos, especialmente em Língua Portuguesa.

Avaliação de Qualidade (Rubrica E-Vidente)

Validade Interna

Moderada

O uso de pareamento assistido controla vieses observáveis (como notas anteriores), permitindo uma comparação justa, mas, por ser observacional, não elimina totalmente a influência de variáveis não observadas (motivação, fatores familiares) que um experimento randomizado controlaria.

Confiabilidade

Alta

Autoria de referência na área (PUC-Rio/CAEd) e uso provável de bases de dados robustas (longitudinais) garantem alta estabilidade estatística e rigor na análise dos dados.

Validade Externa

Alta

Os resultados são consistentes com vasta literatura internacional e nacional sobre a ineficácia da retenção, sendo altamente aplicáveis ao contexto da educação básica brasileira pública e privada.

Metadados Técnicos

{
  "limites": [
    "Estudo observacional: não controla variáveis não observáveis (ex: fatores socioemocionais).",
    "Não especifica o tamanho exato da amostra no resumo fornecido.",
    "Foca apenas em medidas cognitivas (testes padronizados), sem analisar impacto emocional/social da retenção."
  ],
  "referencia": "BATISTA, Erisson; BONAMINO, Alícia; SOARES, Tufi Machado. Texto analisado sobre repetência escolar. PUC-Rio/CAEd.",
  "publico_alvo": [
    "Gestores Educacionais",
    "Diretores de Escola",
    "Formuladores de Políticas Públicas",
    "Pesquisadores em Educação"
  ],
  "resumo_aside": "A repetência cria uma ilusão de melhora no curto prazo (na mesma série), mas causa prejuízo real na aprendizagem acumulada a longo prazo.",
  "recomendacoes": {
    "uso": "Utilizar os dados para justificar políticas de progressão continuada com apoio pedagógico, em vez de retenção.",
    "custo": "A repetência tem custo altíssimo (um ano letivo extra) com retorno pedagógico negativo.",
    "evitar": "Evitar a repetência como ferramenta corretiva padrão, pois ela não gera ganhos de proficiência sustentáveis.",
    "recursos": "Investir o custo do ano letivo extra em intervenções de reforço no contraturno para alunos com defasagem."
  },
  "resultados_key": [
    {
      "label": "Aprendizado Real",
      "valor": "Negativo",
      "descricao": "Ao longo do tempo, alunos repetentes aprendem menos do que seus pares promovidos."
    },
    {
      "label": "Efeito Série",
      "valor": "Positivo (Ilusório)",
      "descricao": "Comparados na mesma série, repetentes vão melhor, mas isso se deve à idade e dupla exposição, não a ganho cognitivo real."
    },
    {
      "label": "Língua Portuguesa",
      "valor": "Decrescente",
      "descricao": "O efeito 'positivo' de curto prazo em Português se perde ao longo das séries subsequentes."
    }
  ],
  "resultados_texto": "O estudo demonstra que a repetência é uma medida pedagógica ineficaz. Embora o aluno retido possa apresentar notas superiores aos seus novos colegas de turma (mais novos) no ano da repetição, essa vantagem não se sustenta. Na análise longitudinal, que compara o ganho de conhecimento ao longo dos anos, o aluno repetente acumula menos aprendizado do que se tivesse sido promovido, evidenciando que o ano extra não traduz em recuperação efetiva, mas em atraso no desenvolvimento.",
  "tabela_evidencias": [
    {
      "grupo": "Repetentes",
      "efeito": "Negativo",
      "tamanho": "Significativo",
      "desfecho": "Proficiência Longitudinal (Longo Prazo)",
      "observacoes": "Aprendem menos que os promovidos pareados.",
      "significancia": "Alta"
    },
    {
      "grupo": "Repetentes",
      "efeito": "Positivo",
      "tamanho": "Variável",
      "desfecho": "Proficiência Transversal (Mesma Série)",
      "observacoes": "Desempenho artificialmente inflado pela dupla exposição ao conteúdo.",
      "significancia": "Alta"
    }
  ],
  "metodologia_passos": [
    {
      "titulo": "Definição da Amostra",
      "descricao": "Seleção de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, divididos em dois grupos: repetentes e promovidos."
    },
    {
      "titulo": "Pareamento Assistido",
      "descricao": "Utilização de técnica estatística para criar pares de alunos (um repetente e um promovido) com características iniciais semelhantes para reduzir viés de seleção."
    },
    {
      "titulo": "Análise Longitudinal",
      "descricao": "Acompanhamento das medidas de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática em diferentes momentos da trajetória escolar."
    }
  ]
}